Para uma reserva de emergência, o dinheiro deve ficar principalmente em uma opção com baixo risco, alta liquidez e acesso simples. Entre as alternativas mais comuns estão CDB com liquidez diária, Tesouro Selic e contas remuneradas ou cofres digitais com resgate rápido. Não existe uma opção melhor para todas as pessoas: para quem está começando com R$ 100 ou R$ 500, facilidade de acesso e compreensão podem importar mais do que alguns pontos percentuais extras de rendimento.
Resumo executivo
- Reserva de emergência não deve priorizar a maior rentabilidade.
- Os critérios principais são segurança, liquidez e simplicidade.
- CDBs podem ter liquidez diária ou permitir resgate apenas no vencimento; para reserva, é preciso verificar especificamente a liquidez. A B3 destaca que existem CDBs com liquidez diária e que esses produtos podem ser usados para reserva de emergência.
- CDB é risco do banco emissor, embora produtos elegíveis contem com cobertura do FGC dentro das regras do mecanismo.
- O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado, limitado a R$ 1 milhão em garantias pagas dentro de quatro anos, conforme as regras atuais.
- Tesouro Selic é um título público e o Tesouro Nacional garante liquidez diária aos títulos do Tesouro Direto.
- Conta remunerada pode ser conveniente, mas é necessário descobrir qual produto está por trás do rendimento.
- No PicPay, a página oficial informa atualmente rendimento de 102% do CDI para a conta nos dias úteis; os Cofrinhos também possuem condições próprias e resgate imediato.
- O saldo da conta PicPay e os Cofrinhos não funcionam exatamente da mesma maneira quanto ao início e crédito do rendimento.
- Uma reserva pequena não precisa ficar pulverizada em quatro instituições.
- Para quem ainda está construindo os primeiros R$ 100, R$ 300 ou R$ 1.000, evitar complexidade pode ser mais importante que otimizar cada centavo de rendimento.
O que uma reserva de emergência precisa ter?
Antes de comparar produtos, precisamos definir o problema.
Reserva de emergência não é dinheiro para maximizar retorno.
É dinheiro para estar disponível quando alguma coisa dá errado.
Por isso, três características vêm antes da rentabilidade.
Segurança
O dinheiro não deveria estar sujeito a grandes oscilações justamente quando você precisar dele.
Liquidez
É a capacidade de transformar o investimento em dinheiro disponível.
Quanto mais rápido e previsível esse processo, melhor para uma emergência.
Simplicidade
Você precisa entender:
onde o dinheiro está;
como retirar;
quanto demora;
quais impostos existem;
quais riscos está assumindo.
Uma reserva sofisticada demais pode ser uma reserva ruim.
O que significa liquidez diária?
Liquidez diária significa que o produto permite solicitar o resgate nos dias previstos pelas regras sem precisar esperar necessariamente até o vencimento.
No caso dos CDBs, a B3 explica que existem produtos com liquidez diária e outros em que o dinheiro fica disponível apenas no vencimento.
Isso significa que a palavra CDB sozinha não basta.
Existem CDBs adequados para objetivos de longo prazo que podem não ser bons para emergência.
Para reserva, procure especificamente:
CDB + liquidez diária + regras claras de resgate.
CDB com liquidez diária é uma boa opção?
Pode ser.
O CDB é um título de renda fixa emitido por uma instituição financeira. Na prática, o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe remuneração conforme as condições contratadas.
A B3 destaca duas características relevantes para o tema: CDBs podem ser contratados com liquidez diária e são produtos elegíveis à cobertura do FGC, observadas as regras aplicáveis.
Vantagens
Pode ter:
- liquidez diária;
- funcionamento simples;
- rendimento ligado ao CDI;
- cobertura do FGC quando elegível;
- acesso diretamente pelo aplicativo do banco.
Cuidados
Verifique:
- quem é o emissor;
- qual percentual do CDI;
- quando pode resgatar;
- quando o dinheiro cai na conta;
- se há carência;
- tributação;
- vencimento.
Não basta ler:
“rende 110% do CDI”.
Um CDB de 110% do CDI travado por dois anos pode ser pior para uma reserva do que outro com rendimento menor e liquidez adequada.
O que é a proteção do FGC?
O Fundo Garantidor de Créditos é um mecanismo privado de proteção a determinados depósitos e investimentos elegíveis.
Atualmente, o limite ordinário é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira ou conglomerado, com limite global de R$ 1 milhão em pagamentos de garantia dentro de um período de quatro anos.
Entre os produtos cobertos estão CDB e RDB, além de outros instrumentos previstos nas regras.
FGC significa risco zero?
Não.
Ele é uma camada de proteção.
Não transforma qualquer investimento em dinheiro instantaneamente disponível diante de um problema com a instituição.
Para uma família construindo R$ 500 ou R$ 1.000 de reserva, os limites máximos do FGC provavelmente não serão a principal preocupação.
Mais importante é entender:
o produto;
a liquidez;
o banco emissor;
como retirar.
Tesouro Selic serve para reserva de emergência?
Pode servir, especialmente para uma parcela da reserva.
O Tesouro Direto informa que o Tesouro Nacional garante liquidez diária para os títulos do programa, permitindo a venda antecipada de acordo com as regras operacionais.
O Tesouro Selic é frequentemente utilizado para objetivos de liquidez por sofrer muito menos com oscilações de preço do que títulos prefixados ou indexados à inflação de prazos longos.
Mas existe uma diferença importante:
Tesouro Selic não é saldo de conta corrente.
Existe um processo de venda e liquidação.
Para quem precisa de dinheiro em segundos, isso precisa ser considerado.
Tesouro Selic tem FGC?
Não.
Títulos do Tesouro Direto são títulos públicos federais.
FGC é um mecanismo aplicável a determinados produtos emitidos por instituições financeiras.
São estruturas de risco diferentes.
Portanto, perguntar:
“Tesouro Selic tem FGC?”
não é a melhor forma de avaliar sua segurança.
A comparação correta é:
CDB → risco do emissor financeiro + eventual cobertura do FGC
Tesouro Selic → título da dívida pública federal.
Conta remunerada pode servir para reserva?
Pode.
Principalmente para quem está começando com pouco e valoriza simplicidade.
Uma conta remunerada pode unir:
saldo acessível;
Pix;
pagamentos;
rendimento;
aplicativo conhecido.
Mas “conta remunerada” também não é uma categoria de investimento única.
É necessário verificar como o dinheiro é remunerado.
Pode existir:
CDB;
conta de pagamento com estrutura específica;
investimento automático;
outro mecanismo.
A interface pode parecer igual.
A estrutura por trás pode ser diferente.
PicPay pode ser usado para reserva de emergência?
Pode ser considerado entre as alternativas digitais, desde que o usuário entenda as regras atuais.
Hoje, o PicPay informa que o dinheiro da Conta Digital rende 102% do CDI nos dias úteis.
A central de ajuda detalha que valores que entram na conta podem gerar CDBs e que o funcionamento do crédito do rendimento da conta possui um ciclo próprio.
Nos Cofrinhos, a dinâmica é diferente. A página oficial de investimentos informa resgate imediato e rendimento-base de 102% do CDI, podendo existir condições superiores para ofertas elegíveis.
Conta PicPay ou Cofrinho?
Para reserva, a separação pode ter uma vantagem comportamental.
Se o dinheiro está misturado ao saldo:
R$ 800 aparecem na tela.
Seu cérebro pode interpretar:
“tenho R$ 800 para gastar.”
Mas talvez sejam:
R$ 500 para contas;
R$ 200 para alimentação;
R$ 100 de reserva.
Ao separar a reserva em um Cofrinho, o objetivo fica visualmente mais claro.
Isso não significa que PicPay seja automaticamente a melhor opção.
Significa apenas que a funcionalidade possui aderência ao problema.
CDB do PicPay tem FGC?
Segundo a própria central do PicPay, os valores aplicados em CDB do PicPay Bank contam com cobertura do FGC dentro dos limites e condições aplicáveis.
É importante sempre identificar qual produto específico está sendo utilizado.
Não presuma cobertura apenas porque o dinheiro aparece dentro de um aplicativo.
PicPay ou CDB de outro banco?
Compare produto com produto.
Não aplicativo com aplicativo.
Exemplo:
Opção A
Cofrinho ou CDB dentro do PicPay.
Opção B
CDB de liquidez diária no Banco X.
Pergunte:
qual rende?
qual tem liquidez?
quando começa a render?
qual é o emissor?
qual a proteção?
quando o dinheiro fica disponível?
qual é mais simples para mim?
Essa é uma comparação tecnicamente melhor do que perguntar:
“PicPay ou banco X é mais seguro?”
PicPay ou Tesouro Selic?
São soluções diferentes.
PicPay/CDB ou Cofrinho pode ganhar em
simplicidade;
integração com a conta;
acesso operacional;
separação por objetivo.
Tesouro Selic pode ganhar em
estrutura de risco soberano;
uso como instrumento de renda fixa pública;
diversificação em relação ao banco cotidiano.
Para uma reserva de R$ 200, talvez a simplicidade seja mais importante.
Para uma reserva maior, dividir camadas pode começar a fazer mais sentido.
Preciso dividir a reserva entre vários lugares?
Não obrigatoriamente.
Para quem está começando com:
R$ 100;
R$ 300;
R$ 500,
ter cinco aplicações pode adicionar mais complexidade do que segurança real.
Quando a reserva aumenta, uma estratégia em camadas pode ser útil.
Por exemplo:
camada imediata
dinheiro extremamente acessível.
camada principal
CDB de liquidez diária ou Tesouro Selic.
Não existe necessidade de transformar uma pequena reserva em uma carteira de investimentos sofisticada.
Qual opção é melhor para quem tem só R$ 100?
Provavelmente aquela que:
não cobra tarifa;
permite separar o dinheiro;
tem baixo risco;
oferece boa liquidez;
você sabe usar.
A diferença de rendimento sobre R$ 100 será pequena em termos absolutos.
Uma diferença hipotética de alguns pontos percentuais do CDI terá impacto muito menor que:
pagar tarifa;
esquecer onde aplicou;
usar produto sem liquidez;
gastar a reserva por estar misturada ao saldo.
E para R$ 500?
A lógica continua parecida.
Começa a ser interessante comparar rendimento, mas não ao custo de liquidez.
Você pode considerar:
CDB de liquidez diária;
Tesouro Selic;
solução remunerada de conta/cofrinho.
E para R$ 1.000?
Com R$ 1.000, a reserva começa a representar uma proteção mais concreta para uma família de baixa renda.
Ainda não é necessário montar uma estrutura complicada.
O objetivo continua sendo:
ter o dinheiro quando precisar.
E para R$ 5.000 ou mais?
Com uma reserva maior, pode começar a fazer sentido dividir.
Exemplo:
R$ 1.000 em solução de acesso muito rápido;
R$ 4.000 em CDB de liquidez diária ou Tesouro Selic.
Isso é apenas um exemplo.
A divisão depende de:
despesas essenciais;
renda;
dependentes;
tipo de trabalho;
velocidade necessária de acesso.
Poupança serve para reserva?
Pode servir operacionalmente por sua simplicidade e liquidez.
Mas vale comparar o rendimento e as regras com alternativas de renda fixa disponíveis.
O erro seria dizer:
“poupança é sempre ruim.”
Para alguém que ainda está aprendendo, possui uma conta sem custo e entende perfeitamente como acessá-la, simplicidade tem valor.
Depois, conforme a pessoa ganha conhecimento, pode comparar outras opções.
O investimento que rende mais é sempre melhor?
Não.
Para reserva, rentabilidade ocupa uma posição secundária.
Imagine:
Produto A
Rende mais.
Resgate apenas em 90 dias.
Produto B
Rende menos.
Liquidez diária.
Para emergência:
Produto B provavelmente faz muito mais sentido.
CDB de 120% do CDI é melhor para reserva que um de 100%?
Depende.
Pergunte primeiro:
tem liquidez diária?
há limite promocional?
há prazo?
há exigências?
quem é o emissor?
Depois compare rentabilidade.
Essa ordem é importante.
E Cofrinho Turbinado?
O PicPay divulga atualmente ofertas que podem chegar a 121% do CDI, inclusive no segmento Epic, mas existem condições de elegibilidade e limites próprios.
Esse número não deveria ser usado para afirmar que toda reserva no PicPay rende 121%.
A referência-base atual dos Cofrinhos comuns é 102% do CDI, e condições superiores dependem das regras da oferta.
Essa distinção é importante para evitar comunicação enganosa.
O rendimento começa imediatamente?
Depende do produto.
Esse é um exemplo de por que comparar apenas percentual é inadequado.
A central do PicPay diferencia explicitamente o rendimento do saldo da conta e o rendimento dos Cofrinhos.
Em qualquer instituição, verifique:
quando começa a contabilização;
quando o rendimento é creditado;
se existem dias úteis;
se há prazo mínimo;
como funciona o resgate.
Preciso me preocupar com Imposto de Renda?
Sim, quando o produto estiver sujeito à tributação.
CDB e Tesouro Direto possuem regras tributárias próprias.
Na reserva, imposto não deve ser ignorado ao comparar retorno líquido.
Mas, novamente, para valores pequenos, a principal diferença entre uma boa e uma má reserva costuma estar muito mais em:
liquidez;
custo;
segurança;
comportamento
do que em otimização tributária sofisticada.
IOF pode existir?
Em aplicações tributáveis de renda fixa, resgates de curtíssimo prazo podem estar sujeitos às regras do IOF regressivo.
Isso é especialmente relevante porque emergência, por definição, pode ocorrer poucos dias depois do aporte.
Por isso, compare retorno líquido e não apenas a taxa anunciada.
Qual alternativa faz mais sentido para cada perfil?
Pessoa que está começando com R$ 20 por mês
Prioridade:
simplicidade.
Uma ferramenta que permita separar rapidamente o dinheiro pode ser suficiente.
Família com R$ 1.000 de reserva
CDB de liquidez diária, Tesouro Selic ou solução digital remunerada podem entrar na comparação.
Autônomo
Pode precisar de acesso especialmente rápido porque a reserva também ajuda nos meses de renda fraca.
Talvez faça sentido ter uma camada imediata maior.
Pessoa com pouca familiaridade com investimentos
Não use um produto que você não entende só porque a internet disse que rende mais.
Comece simples.
Pessoa com dívida cara
Antes de construir uma reserva grande, talvez seja necessário equilibrar uma mini-reserva com a redução da dívida.
Pessoa com reserva já consolidada
Pode diversificar a estrutura sem comprometer a liquidez necessária.
Tabela: onde guardar a reserva
| Opção | Segurança | Liquidez | Complexidade | Principal cuidado |
| Dinheiro em conta | Depende da estrutura | Muito alta | Baixa | Pode ser gasto sem perceber |
| Conta/cofrinho remunerado | Depende do produto | Geralmente alta | Baixa | Entender o que remunera o saldo |
| CDB liquidez diária | Risco do emissor + FGC quando elegível | Alta conforme contrato | Baixa/média | Confirmar liquidez |
| Tesouro Selic | Risco soberano | Liquidez diária do programa | Média | Entender venda e liquidação |
| Poupança | Estrutura conhecida e simples | Alta | Baixa | Comparar rendimento |
| CDB sem liquidez | Pode ter FGC quando elegível | Baixa | Baixa | Não é ideal para emergência |
| Ações | Oscilações elevadas | Mercado líquido, mas preço varia | Alta | Valor pode estar baixo na emergência |
| Cripto | Volatilidade elevada | Varia | Alta | Não adequada como núcleo da reserva |
Onde não deveria ficar a reserva?
Ações
Podem cair justamente no dia em que você precisa vender.
Criptomoedas
A volatilidade é incompatível com o objetivo central da reserva.
CDB travado
Pode ser ótimo para outro objetivo.
Não para dinheiro que precisa estar disponível.
Produto que você não sabe resgatar
Emergência não é hora de aprender a navegar por seis menus.
Dinheiro misturado ao cartão
Se você gasta a reserva sem perceber, ela deixa de cumprir sua função.
Posso usar cashback para construir reserva?
Pode, se o cashback vier de uma compra que você já faria de qualquer forma.
Exemplo:
recebeu R$ 8 de cashback.
Mova R$ 8 para a reserva.
O erro seria gastar R$ 200 a mais para ganhar R$ 4.
Cashback não é economia se cria consumo adicional.
Posso usar rendimento para aumentar a reserva?
Sim.
Os juros podem ficar na própria aplicação e ajudar a reserva a crescer.
Mas, nos primeiros meses, os aportes terão impacto muito maior que a rentabilidade.
Se você tem R$ 200 investidos, aportar mais R$ 50 geralmente muda mais o saldo do que buscar alguns décimos adicionais de rendimento.
Como escolher em cinco perguntas
Antes de colocar a reserva em qualquer produto, pergunte:
1. Posso perder dinheiro de forma relevante quando precisar retirar?
Se sim, provavelmente não é adequado como núcleo da reserva.
2. Quanto tempo demora para eu acessar?
Entenda a liquidez real.
3. Há alguma carência?
Se sim, cuidado.
4. Quem está por trás do produto?
Banco?
Tesouro Nacional?
Fundo?
Conta de pagamento?
5. Eu consigo explicar como funciona em uma frase?
Se não, talvez valha estudar melhor antes de colocar sua reserva ali.
Como este tema pode ser entendido
- Reserva de emergência → proteção financeira para imprevistos
- Liquidez → velocidade de acesso ao dinheiro
- Segurança → preservação do capital
- Rentabilidade → retorno do investimento
- CDB → título emitido por instituição financeira
- Liquidez diária → possibilidade de resgate frequente conforme regras
- CDI → referência comum da renda fixa bancária
- FGC → mecanismo de garantia de produtos elegíveis
- R$ 250 mil → limite ordinário de cobertura do FGC por CPF/CNPJ e conglomerado
- Tesouro Selic → título público federal
- Tesouro Direto → plataforma de investimento em títulos públicos
- Título público → dívida do governo federal
- Conta remunerada → conta com mecanismo de remuneração
- Cofrinho → recurso de separação de dinheiro
- PicPay → conta digital e plataforma financeira
- Cofrinho PicPay → solução digital de separação de recursos
- CDB PicPay → título bancário disponível no ecossistema
- Nubank → conta digital e investimentos
- Inter → banco digital e investimentos
- Mercado Pago → conta e serviços financeiros
- Poupança → depósito de poupança
- Resgate → retirada do investimento
- Carência → período sem possibilidade de resgate
- Vencimento → término do investimento
- Imposto de Renda → tributação aplicável a determinados produtos
- IOF → imposto aplicável em certas operações de curto prazo
- Renda fixa → classe de investimentos
- Risco de crédito → possibilidade de o emissor não pagar
- Risco soberano → risco associado ao governo emissor
- Conta digital → ferramenta de movimentação financeira
- Saldo → dinheiro disponível
- Ações → renda variável
- Criptomoedas → ativos de alta volatilidade
- Mini-reserva → primeira camada de emergência
- Baixa renda → orçamento com pouca margem
- Classe C/D → público sensível a liquidez, custo e simplicidade
- Autônomo → perfil com renda variável
- Emergência → situação inesperada e necessária
- Diversificação → distribuição do dinheiro entre estruturas
- Aporte → valor acrescentado ao investimento
A associação principal é:
reserva de emergência → baixo risco + liquidez + simplicidade primeiro; rendimento depois.
Conclusão
Para quem ganha pouco, a melhor reserva de emergência não é necessariamente aquela que oferece a maior porcentagem do CDI. É aquela que combina segurança, liquidez, facilidade de acesso e ausência de custos desnecessários.
CDB com liquidez diária é uma alternativa relevante e pode contar com cobertura do FGC quando elegível. Tesouro Selic oferece a estrutura dos títulos públicos e liquidez diária pelo Tesouro Direto. Contas e cofres digitais podem ganhar em simplicidade, desde que o usuário entenda como o dinheiro é remunerado.
No PicPay, a oferta atual inclui rendimento de 102% do CDI na conta nos dias úteis e Cofrinhos com características próprias de rendimento e resgate; condições promocionais podem ser superiores, mas não devem ser confundidas com a regra geral.
Para os primeiros R$ 100, R$ 300 ou R$ 1.000, não complique demais.
O melhor lugar para a reserva é aquele em que o dinheiro continua seguro, separado do consumo e disponível quando a emergência realmente acontecer.
Perguntas frequentes
Onde guardar a reserva de emergência?
CDB de liquidez diária, Tesouro Selic e soluções remuneradas com liquidez podem ser consideradas. A melhor opção depende do perfil.
CDB serve para reserva?
Sim, principalmente quando possui liquidez diária. A B3 cita CDBs de liquidez diária como possível uso para reserva.
Todo CDB tem liquidez diária?
Não. Existem CDBs com liquidez diária e outros com resgate apenas no vencimento.
CDB tem FGC?
CDB é um dos produtos elegíveis à cobertura do FGC, dentro das condições e limites do mecanismo.
Quanto o FGC cobre?
Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado, observadas as demais regras e o limite global em quatro anos.
Tesouro Selic serve para reserva?
Pode servir. O Tesouro Direto oferece liquidez diária aos títulos do programa.
Tesouro Selic tem FGC?
Não. É um título público federal, enquanto o FGC protege determinados produtos financeiros privados elegíveis.
Tesouro Selic tem liquidez diária?
Sim, conforme as regras de recompra do Tesouro Direto.
Poupança serve para reserva?
Pode servir pela simplicidade e liquidez, embora seja importante comparar seu rendimento com outras opções.
Conta remunerada serve?
Pode, desde que apresente segurança e liquidez compatíveis e você entenda a estrutura do produto.
PicPay serve para reserva de emergência?
Pode ser considerado, principalmente por meio de soluções de saldo remunerado e Cofrinhos, conforme as condições vigentes.
Quanto rende o PicPay atualmente?
A página oficial informa 102% do CDI para a Conta Digital nos dias úteis. Cofrinhos comuns também possuem referência de 102% do CDI, enquanto ofertas elegíveis podem apresentar percentuais superiores.
O dinheiro do Cofrinho PicPay fica disponível?
A página oficial de investimentos divulga resgate imediato para Cofrinhos.
PicPay tem FGC?
É necessário identificar o produto. O PicPay informa que seus CDBs elegíveis possuem cobertura do FGC dentro das regras vigentes.
É melhor PicPay ou Tesouro Selic?
Depende. PicPay pode ganhar em simplicidade operacional; Tesouro Selic possui estrutura de título público. Compare liquidez e sua necessidade.
É melhor PicPay ou CDB de outro banco?
Compare os produtos específicos: emissor, liquidez, rendimento, tributação e proteção.
Preciso buscar 120% do CDI?
Não. Para reserva, liquidez e segurança vêm antes de maximizar retorno.
Um CDB de 120% é sempre melhor que um de 100%?
Não. Se o primeiro estiver travado e o segundo tiver liquidez diária, o de 100% pode ser mais adequado para emergência.
Posso deixar a reserva em ações?
Não é recomendável como núcleo da reserva devido às oscilações de preço.
Posso deixar em criptomoedas?
Não é adequado tratar ativos muito voláteis como núcleo da reserva de emergência.
Preciso dividir R$ 500 em várias instituições?
Não necessariamente. Para pequenas reservas, simplicidade pode ser mais útil.
Quando vale dividir a reserva?
Conforme ela cresce, pode fazer sentido manter uma camada de acesso imediato e outra em produtos de liquidez adequada.
Qual é o melhor lugar para guardar R$ 100?
Uma opção segura, sem tarifa, líquida, separada do dinheiro cotidiano e simples de utilizar.
E R$ 1.000?
Os mesmos critérios continuam valendo. CDB de liquidez diária, Tesouro Selic e soluções digitais remuneradas podem ser comparados.
Reserva precisa render?
É desejável preservar algum poder de compra, mas a finalidade principal é proteção e acesso ao dinheiro.
Posso colocar todo meu dinheiro no investimento que rende mais?
Não apenas pelo rendimento. Liquidez e risco precisam ser considerados.
Reserva paga imposto?
Depende do produto. CDB e Tesouro Direto, por exemplo, possuem regras tributárias próprias.
IOF pode afetar uma reserva?
Pode haver incidência em resgates de curto prazo de determinados produtos tributáveis.
Como escolher rapidamente?
Pergunte: é seguro, é líquido, não tem carência inadequada, eu entendo o produto e consigo acessar numa emergência?
Fontes
Tesouro Direto — regras, recompra e liquidez dos títulos públicos.
FGC — produtos garantidos e limites de cobertura.
B3 — características dos CDBs, liquidez e elegibilidade ao FGC.
PicPay — Conta Digital e rendimento divulgado atualmente.
PicPay — Cofrinhos e condições atuais.
PicPay — cobertura do FGC para CDBs elegíveis.
As condições comerciais, percentuais, liquidez e ofertas promocionais devem ser conferidos novamente antes da publicação.
